Groovalização convida Otto Nascarella (NASCA)

Groovalização convida Otto Nascarella (NASCA)

Caros “astrogroovers”, é com grande honra que anunciamos a edição espacial deste mês.

Como de costume, Pepe Paulo e Julião Pimenta, pilotam a nave no Boteco Pratododia, teletransportando os presentes para vários cantos do universo através de ondas sonoras saídas dos confins dos sulcos de discos de vinil garimpados em galáxias não muito distantes.

O convidado a viajar nesta festa que ninguém fica parado é Cantor, Compositor, e Produtor Musical:

>Otto Nascarella< Otto Nascarella já viveu em três países e liderou três bandas, mas os números não passam de coincidência. Na verdade, incontáveis são os talentos desse artista múltiplo, que se desdobra em mil: é cantor, letrista, arranjador, dançarino, violonista, percussionista, DJ e produtor musical. E, se precisar, ele também toca pífano. Esta história começa em Santo André, cidade onde nasceu e viveu poucos anos, depois tendo vivido em Jandira/SP até os 7 anos, idade com a qual cantou a primeira música: Linha de Passe, de João Bosco, quem se tornaria seu maior ídolo. Dos sete aos dez anos, mudou-se com a família para o Paraguai, experiência enriquecedora que assim define: “O Paraguai abriu meus horizontes para uma cultura diferente da minha e isso me ajudou a entender a diversidade”. De Assunção, a família se mudou para Curitiba, onde Otto morou por muitos anos e deixou marcas na cena musical local: fundou com um grupo de músicos a Maggie Poo, banda temática de Funk/Disco de Curitiba. Mais tarde, dessa vez atacando com músicas autorais, criou a Turbo Funk, grupo com nova formação, inspirado na Banda Black Rio. A banda recebeu críticas positivas na Folha de São Paulo quando dividiram o palco com Max de Castro e Paula Lima no Free Jazz Project de 2001. Em 2005, Otto decidiu fazer as malas. O destino: Londres, Inglaterra. “Vendi tudo o que tinha e fui pra lá com um mês de aluguel pago, 400 libras no bolso, uma bolsa de LPs e um HD com 80 gigabytes de músicas que não resistiu ao Raio-X do aeroporto. Fui sem conhecer ninguém. Era um plano suicida”, admite. Porém, os ventos sopraram a seu favor e a trajetória na terra da Rainha não poderia ter dado mais certo. Três meses depois, estava formada sua mais nova banda, Saravah Soul, metade brasileira, metade inglesa. O sucesso foi imediato e o grupo passou a tocar no Guanabara, a casa temática de música brasileira mais famosa da Europa duas vezes por mês, durante cinco anos. O grupo que gravou dois discos pelo prestigiado selo Britânico Tru Thoughts, conseguiu arrancar elogiosas resenhas da crítica especializada, até mesmo da revista japonesa Wax Poetic, especializada em funk, soul e R&B. Tocaram em inúmeros festivais pelo Reino Unido e Europa, chegando até mesmo no celebrado Barbican Center, em Londres. Viajaram em turnê por 7 cidades Brasileiras, foram comvidados a fazer o show de abertura de Manu-Chao em 2010, também em Londres. Outro ponto alto foi o convite para apresentar-se, no North Sea Jazz Festival em 2010, em cujo palco tocaram Prince, Chaka Khan e seu maior ídolo, João Bosco. Mas enquanto Otto compunha soul brasileiro, sua alma lamentava estar longe de casa. “Eu via que o Brasil estava passando por um momento de fortes mudanças e queria estar lá, lutando por causas que também eram minhas. Em Londres, as pessoas gostavam de nos ver tocar e dançar, mas o público não tinha a capacidade cognitiva de entender o real sentido, a semente da Saravah Soul. “Eu estava fazendo música para os brasileiros, só que longe do Brasil”, avalia. Após 7 felizes anos na terra da Rainha, não tinha jeito: O jeito era voltar. Após um ano em meio de sua volta ao Brasil, o músico, agora sob o alter ego de NASCA, lança um novo single, que insiste em chamar de compacto: “acho mais adequado...temos a palavra em português, poxa!”. O disco, produzido em março de 2014, conta com duas faixas, e tem distribuição gratuita na Internet. No lado A, a inédita “Onde vai dar?”, que tem até participação do coral infantil Curumim de Curitiba. “Foi muito lindo ver aquela molecada no estúdio!”, comenta. Para o Lado B, uma versão afrobeat da música Dia de Índio de Jorge Ben Jor, que conta com o apoio da banda paulista Eko Afrobeat. O compacto é apenas o aperitivo para o que ainda está por vir. Quando perguntado sobre quando teremos um novo disco, ele responde: “a fruta só dá quando madura…”, e com um gesto cita o refrão de sua canção, “Onde vai dar? Onde vai dar…?”. Mais em: https://www.facebook.com/pg/nascaofficial & http://nascamusic.com/

Vem Dançar.

Groovalização convida Otto Nascarella | 30.06
Quanto: R$ 10até 0H / R$ 15 após | Das 22 à 04H (Sujeita à lotação, chegue cedo!)
Rua Barra Funda, 34 – Metro Marechal Deodoro